Ovinopar participa de reunião para criação de Grupo de Trabalho da Ovinocultura do Sistema FAEP

Encontro reuniu representantes de entidades públicas e privadas para discutir a criação de uma Câmara Setorial da Ovinocultura e definir estratégias para fortalecer a cadeia produtiva no Paraná.

Ovinopar participa da primeira reunião do Grupo de Trabalho da Ovinocultura do Sistema FAEP

A Associação Paranaense de Criadores de Ovinos (Ovinopar) participou, na quarta-feira (29/07), de uma reunião do Grupo de Trabalho da Ovinocultura, criado pelo Sistema FAEP, com o objetivo de discutir ações voltadas ao fortalecimento da atividade no Paraná. Representando a entidade, estiveram presentes o tesoureiro da Ovinopar, Ubiratan Pedro Bruel, e o conselheiro consultivo e coordenador do projeto Cordeiro Paraná — desenvolvido em parceria entre as duas instituições —, Pedro Rocha de Abreu Filho. O diretor Claudinei Dombroski também participou do encontro de forma online.

O principal tema da reunião foi a proposta de reativação da Câmara Setorial da Ovinocultura, reunindo representantes de todos os elos da cadeia produtiva do Estado para identificar os principais desafios da atividade e construir soluções de forma integrada. A iniciativa prevê estratégias para fortalecer a produção de ovinos no Paraná, organizar a cadeia produtiva, reduzir a informalidade e ampliar as ações voltadas à sanidade e ao bem-estar animal.

Para Ubiratan Pedro Bruel, a criação do grupo de trabalho representa um importante avanço para o desenvolvimento da ovinocultura paranaense e demonstra o comprometimento das instituições com o fortalecimento do setor. “Precisamos formalizar a cadeia produtiva da ovinocultura no Paraná, criando condições para que os pequenos produtores possam criar cordeiros de qualidade e atender à demanda da indústria frigorífica instalada no Estado. O objetivo é garantir que esses animais cheguem ao consumidor final em forma de cortes que atendam às exigências sanitárias e aos mais altos padrões de qualidade”, afirmou.

Bruel acrescenta que a atuação conjunta entre as entidades será essencial para consolidar esse processo. “Na Ovinopar, entendemos que é fundamental unir esforços com as entidades públicas e privadas para oferecer aos criadores assistência técnica e gerencial, auxiliando na implantação e no desenvolvimento da atividade, além de garantir a comercialização dos cordeiros. Dessa forma, os produtores terão maior segurança, melhor retorno financeiro e estímulo para ampliar seus rebanhos, aumentando o número de matrizes. O Paraná é um estado reconhecido pelo seu espírito cooperativista, e queremos levar essa força do cooperativismo para impulsionar o crescimento sustentável da ovinocultura paranaense.”

Além da Ovinopar, participaram da reunião representantes do Sistema FAEP, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), da CooperAliança, da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Atualmente, o Paraná possui um rebanho de 516 mil ovinos, o equivalente a 2,4% do efetivo nacional, ocupando a oitava posição no ranking brasileiro, conforme dados da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) de 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Guarapuava concentra o maior rebanho estadual, com 18,7 mil animais.

Crescimento do setor x capacidade de atendimento

Apesar do crescimento da atividade, o setor ainda enfrenta desafios para atender ao mercado consumidor. O aumento da demanda por carne ovina evidencia um paradoxo: embora o consumo esteja em expansão, o Paraná continua dependendo da entrada de animais e de carne provenientes de outros estados.

Segundo o pesquisador do IDR-Paraná, João Ari Hill, somente em 2025 o Paraná importou mais de 238 toneladas de carne ovina e caprina, o que demonstra o potencial de crescimento da atividade no Estado. “À medida que tivermos iniciativas para trazer esse produtor para a formalidade, a tendência é reduzir o problema. A atividade evoluiu muito nos últimos anos, mas ainda precisamos conhecer melhor a realidade da ovinocultura para definir onde e como agir”, afirma o pesquisador.

A criação do Grupo de Trabalho da Ovinocultura marca o início de uma articulação entre instituições públicas, entidades representativas, cooperativas e produtores para construir políticas e ações capazes de impulsionar a competitividade da cadeia produtiva, ampliando a produção estadual e reduzindo a dependência de carne ovina oriunda de outras regiões do país.

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Por Natália de Oliveira/Agência Agrovenki
*Com informações imprensa Sistema FAEP
Foto: Divulgação
/Sistema FAEP

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